Pela Paixão e Pelo Ensino

 
02 de maio de 2012
Por: Bruna Rossi
alessandra Com apenas 32 anos de idade, Alessandra D’Almeida Filardy, que faz Pós-Doutorado no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, se encaminha para seu segundo Pós-Doutorado, dessa vez fora do país, no National Institute of Health (NIH), levando consigo, o nome da UFRJ.
   
Apaixonada desde jovem pela área da Biologia, foi no Ensino Médio do tradicional Colégio Pedro II que Alessandra conheceu a Imunologia: “Eu tinha uma professora de Biologia que era Imunologista. Ela sempre falava um pouco sobre Imunologia nas aulas de Biologia Celular e eu me interessava muito pelo assunto”, conta.
 
Quando foi prestar vestibular, Alessandra ainda ficou em dúvida sobre o que escolher. Ela conta que, devido à sua imensa paixão pela área, pensou em fazer o curso de Microbiologia e Imunologia na UFRJ, porém, sua então professora de Biologia, lhe aconselhou a não fazê-lo: “Ela recomendou que eu não fizesse o curso, porque ela achava que era muito direcionado e que eu poderia acabar me interessando por outras áreas das Ciências Biológicas no futuro. Assim, acabei optando por seguir seu conselho”, explica.
 
Alessandra se formou em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fazendo bacharelado em Microbiologia e Imunologia. Em seguida, partiu para o mestrado na UERJ em Microbiologia com ênfase em Bacteriologia Clínica e fez o Doutorado no Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Imunologia.
 
“Já entrei na faculdade querendo um estágio na área de Microbiologia e Imunologia, só que na UERJ não tem Imunologia. A parte referente à pesquisa é voltada pra Microbiologia”,  conta Alessandra. Segundo ela, durante toda a sua Iniciação Científica, ela manifestou esse seu gosto pela área de Imunologia e, por isso, sua orientadora lhe deu um projeto que tinha a ver com isso.
 
Como já havia feito a Iniciação pela UERJ, Alessandra conta que optou por dar sequência ao mestrado Instituição. “No Doutorado eu tinha que estudar Imunologia, senão ficaria frustrada”, afirma. Ela explica que durante esse período, buscou orientadores da área e acabou escolhendo George Alexandre dos Reis, docente da UFRJ, que para ela, é um dos destaques de Imunologia no Brasil: “Ele formou muitos imunologistas no país. Além de fazer parte da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Terceiro Mundo”, emenda.
 
Ela, que atualmente faz Pós-Doutorado no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, na UFRJ, está de malas prontas. Isso porque no dia 07 de maio vai embarcar para os Estados Unidos, onde deve passar os próximos dois anos estudando no National Institute of Health, uma instituição pública localizada nas proximidades de Washington D.C.
 
“A minha motivação de ir para o exterior é porque eu gosto muito da Biofísica e muito da UFRJ. Em 2010, assim que eu defendi a tese de Doutorado, fiz concurso para professora da Instituição e, apesar de ter me saído muito bem nas provas, a banca recomendou que eu tivesse uma experiência no exterior. Eles acharam que eu ficaria mais competitiva fazendo isso”, explica ela que está indo para os EUA através da bolsa do programa “Ciência Sem Fronteiras”.
 
Para Alessandra, a viagem deverá servir como um complemento no aprendizado e para proporcionar a chance de trazer novas tecnologias para o Brasil, além de auxiliar no crescimento pessoal e profissional: “Meu sonho é voltar para o Brasil e me tornar uma docente da Universidade. Eu acho esse Instituto um exemplo. O Carlos Chagas Filho praticamente fundou a pesquisa no Brasil e, além disso, há um fomento à pesquisa muito grande aqui”, diz.

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